domingo, 4 de outubro de 2015

Ainda era vivo o teu desassossego de Jaime Portela

Ainda era vivo o teu desassossego,
em mim forte noviço,
nasceste pura num templo insinuado
de cachaça e cocaína.
Do mutismo das tuas ruínas
foi brotando uma flor
que passou a olhar-me como um sol
na timidez do nascente.
De feição embaraçada e ausente de ti,
o teu corpo, despido de festa,
era uma derrocada imponderável.
Foi então que as minhas mãos,
num enlace inesperado,
te entregaram aquilo que era teu.
Vive, mantém o corpo e a alma
para sempre inseparáveis,reconciliados.

Seu blogue:


http://riosemmargenspoesia.blogspot.pt/



3 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Maravilhoso
Já visitei este blogue, gostei


Beijo de boa noite
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

lidacoelho disse...

Poesia dor, sofrimento, mas onde renascem duas mãos de amor.

Mari-Pi-R disse...

Un saludo y con el una buena lectura en un lunes.