quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fonte: Design Innova


Essas imagens não se tratam de uma floresta alienígena e nem um cenário de um filme de ficção científica, são apenas fungos, que foram registrados através da macrofotografia, pela geóloga russa Valeriya Zvereva.




domingo, 25 de setembro de 2016

São Pedro de Moel visto do céu

https://youtu.be/RFDEBHjmFyk

São Pedro de Moel fica totalmente inserido no Pinhal de Leiria, um pouco a sul da foz da Ribeira de Moel. A praia aqui existente é muito procurada por famílias para descansar e gozar férias durante o período de Verão.
É regularmente utilizada para a prática de surf e bodyboard. Para quem gosta de desporto ao ar livre, existe um campo de ténis, e várias ciclovias.
Existem vários hotéis, restaurantes, cafés e bares para acolher os turistas.

Um livro que eu vou comprar, de uma escritora que eu admiro

Sairá para as livrarias no próximo dia 4 de Outubro, o meu primeiro livro de Memórias. O sub título de "uma vida consentida" tem um duplo significado. Foi a vida que eu consenti e foi, também, creio hoje, uma vida com sentido.
Explico na introdução o que me levou a escrever sobre mim e sobre uma parte importante da minha existência. É que, afinal, foi ela que permitiu que eu me transformasse na mulher que sou hoje e que, com alguma ousadia, confesso, está bem próxima daquela que eu gostaria de ser.
Foram estes anos que determinaram que se operasse em mim uma verdadeira revolução relativamente à mulher que eu fui há três décadas. São memórias muito vivas das tristezas e alegrias por que passei e das razões que me fizeram escolher o meu caminho, depois de um divorcio que, tendo-me deixado devastada, acabou por ser determinante para a minha percepção daquilo que eu não queria jamais ser.
Quando o Miguel morreu pensei muito na catarse que então poderia ter sido escreve-lo. Não o fiz, porque não era essa a minha intenção. Quatro anos passados sobre o seu desaparecimento e com o meu outro filho já fora da política, senti que talvez fosse chegada a altura de dar a conhecer ao meus - filho, netos e irmãos - a minha visão, o meu sentir, do que foram aqueles anos. É que qualquer deles, olhando agora para mim, dificilmente admitiria a mudança radical pela qual passei.
Se este livro permitir que uma pessoa compreenda e acredite que sobre os destroços de uma vida que apenas se consentiu, se pode construir uma outra, essa sim, consentida e com sentido, eu já me sinto gratificada. 
Não sei se escreverei um outro sobre o que vivi quando já era dona de mim própria. Acredito que talvez venha a faze-lo, porque os anos que se seguiram tiveram momentos de uma enorme e inesperada felicidade. Será, no fundo, contar a história de uma mulher cuja verdadeira vida se descobre e inicia pelos quarenta anos. E essa história é, felizmente, completamente diferente desta que acabo de escrever. Na forma e no conteúdo. Enfim, na vida vivida
É que, até aquela idade, limitei-me a aprender a viver e a escolher, com algum sacrifício próprio, o que me parecia ser melhor para aqueles que me rodeavam. A a partir dela o processo altera-se, e eu escolho não só escrever a minha própria vida, como procurar acima de tudo, ser feliz.  Não tenho de que me queixar, porque os anos que, desde então vivi, superaram em muito os anteriores e, sobretudo os que, por via deles, me poderiam estar naturalmente destinados...

HSC

Nota: o livro já se encontra em pré venda na Wook, na Bertrand e na FNAC.
extraído do seu blogue http://hsacaduracabral.blogspot.pt
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 24 de setembro de 2016

www.contioutra.com

Às vezes, a frieza é uma defesa de quem já foi bonzinho demais





Se nos esquecermos das relações humanas pelo caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar.
Costumamos julgar as pessoas, muitas vezes de maneira cruel e injusta, atentando-nos somente para o que vemos, mesmo que não as conhecemos o suficiente. Tiramos conclusões precipitadas, antecipando-nos à convivência com o outro, esquecendo-nos de dar tempo ao tempo, para que a verdade de fato se faça presente.
Todos nós passamos por muita coisa antes de chegarmos onde estamos, ou seja, o que somos carrega uma carga emocional e física imensa, que nos moldou e nos tornou o que vivemos no momento presente. A gente vai se transformando ao longo de cada dia, todos os dias, aprendendo a conviver com as bagagens boas e ruins, adequando-nos ao que a vida nos apresenta – e nem sempre ela é gentil.
Por essa razão, não podemos criticar as pessoas pelo seu jeito de ser, pois todas elas estão tentando sobreviver, enfrentando batalhas, dentro de si, que nem imaginamos. E, quando se trata das pessoas próximas de nós, que conhecemos de perto, será preciso prestar atenção aos sinais que seu comportamento nos envia a todo momento. Caso contrário, não conseguiremos responder aos pedidos, não nos ajustaremos às mudanças e assim perderemos quem não deveria se afastar.
Precisamos, sobretudo, entender o silêncio demorado de quem caminha conosco, lendo as entrelinhas daquilo que não mais retorna, percebendo a tristeza no fundo dos olhos, as mudanças mínimas que nos indicam que algo não vai bem. Infelizmente, a maioria de nós só percebe a frieza cansada do parceiro quando o abismo emocional já se encontra praticamente irreversível. Então já nada mais importará. Então será tarde demais.
Conviver requer prestar atenção, cuidar, regar, importar-se, mais do que oferecer presentes e conforto material. Buscar as conquistas de vida sempre deverá incluir também o enriquecimento afetivo, o aumento de nosso potencial humano, nossa capacidade de amar e de ser amado. Se nos esquecermos das relações humanas nesse caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar. As pessoas se cansam e fim.