quinta-feira, 16 de setembro de 2021


O jogo de ontem do Sporting Clube de Portugal (clube que o meu

pai era um adepto ferveroso) veio provar aquilo que eu pensava.


Infelizmente para mim não foi surpresa o SCP ter perdido por 1-5

contra o Ajax.


Tinha a ideia (que se confirmou ontem) que não havia equipa

com qualidade para jogar na Taça dos Campeões Europeus.


Sei que o Clube não tem dinheiro para grandes compras e que

vendeu alguns dos seus melhores jogadores, mas na m/modesta

opinião isso foi um erro, porque sabia que tinha que ir jogar

na taça dos Campeões Europeus.


É obrigação da direção do Clube saber que o nome do SPC

tem que ser respeitado e dignificado, e o resultado do jogo

de ontem não o fez.


Considero também que o treinador do SCP (muito bem pago)

é ainda um treinador “naife”.


Sendo assim não espero nada de bom, mas espero estar

enganada!


Irene Alves


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

https://youtu.be/-3ddeRGOPMg

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

De:Luis Osório da sua página do Facebook

POSTAL DO DIA
Miguel Sousa Tavares
1.
Miguel Sousa Tavares escolheu a Visão, e o excelente Pedro Dias de Almeida, para anunciar o fim da sua carreira jornalística.
Fê-lo na semana em que foi atacado, um pouco por todo o lado, pela “pergunta” que fez a António Costa…
… imagine, senhor primeiro-ministro, um jovem que ganha 2700 euros no seu primeiro emprego…
Fê-lo nos dias em que tem sido criticado, um pouco por todo o lado, pela sua arrogância, as suas certezas, a sua agressividade.
2.
Um anúncio que dividiu as águas.
E que foi tratado como mais um acontecimento que tem a importância num dia e se desvanecerá no dia a seguir.
A polarização deste nosso tempo, a violência verbal potenciada pelas redes sociais, depende da animação em permanência, depende do modo como tudo se mede pelos instintos primários.
Mas não.
Este momento não é mais um momento. A figura que hoje se despediu marcou o seu tempo e está longe de ser uma figura menor ou inexpressiva.
3.
Miguel não é isso.
Na verdade, é o contrário disso.
Não é – nem nunca foi – bonzinho.
Sempre foi – isso sim – alguém que viveu depressa, que viveu com uma enorme sede de beber o que a vida lhe poderia dar.
Não é – nem nunca foi – justo.
Sempre foi – isso sim – alguém que viveu como se fosse absoluto, como se a vida fosse um exercício entre a paixão com que se ama e a coragem com que se combate o que se detesta ou odeia.
Miguel não é – nem nunca foi – o que se escondeu ou se deixou acomodar a privilégios, benesses ou convites que pudessem beliscar a sua liberdade que considera a única coisa que verdadeiramente tem.
4.
Miguel foi sempre igual a si próprio.
Foi inclemente e tornou-se insuportável para muitas pessoas que dele gostavam ou que com ele tinham uma relação de amizade ou companheirismo.
Conto-vos uma pequena história sem qualquer importância.
Quando dirigi o Rádio Clube o Miguel magoou-me em duas crónicas do Expresso ou no Público, já não me lembro – naqueles dias achei que fora injusto e violento.
5.
Foi sempre na televisão, nos jornais ou em tudo o que disse ao longo da sua vida pública um indomável individualista.
Diabolizou os comunistas.
Odiou Cavaco Silva o que fez com que os socialistas dele se aproximassem.
Mas quando os socialistas se aproximavam atacou-os sem piedade.
Como atacou o Bloco de Esquerda ou o CDS ou a Iniciativa Liberal.
Esse indomável espírito de independência nunca teve a ver com o respeito pelos códigos deontológicos da profissão – conhecendo um pouco do que é, do que pensa e de onde vem, tratava-se apenas de respeitar a sua essência.
6.
Filho de Francisco Sousa Tavares e Sophia de Mello Breyner nunca precisou de um e do outro para se tornar numa figura bigger than life.
E é esta pessoa que não pode ser reduzida, como tem acontecido nos últimos dias, a uma figura menor. Reduzida, em muitos dos casos, por pessoas que nem sequer sabem o que ele foi ou representa ou que não valem um caracol.
Miguel Sousa Tavares revolucionou a forma de fazer jornalismo em televisão.
Fundou com Barata Feyo a Grande Reportagem e assinou algumas das mais formidáveis histórias feitas por um jornalista português – e fê-lo arriscando a vida.
Como entrevistador foi o responsável por um dos mais relevantes programa de entrevistas em televisão – o 20 Anos 20 Nomes – ou por alguns dos debates políticos mais conseguidos; moderou por exemplo o debate decisivo entre Mário Soares e Freitas do Amaral, em 1986.
Escreveu romances e livros que não deixaram ninguém indiferente e um deles tornou-se no romance que mais vendeu nos últimos 50 anos (Equador).
7.
O homem que hoje celebro é a antítese de um tempo.
Insuportável, visceral, injusto.
Mas corajoso, brilhante e surpreendente.
Contraditório, arrogante e maldisposto.
Mas livre, culto e desarmante.
Um homem que vive a mil à hora como se cada dia pudesse ser o seu último.
Um homem com vários casamentos, vários amores, várias desilusões, várias amizades quebradas, vários momentos de tudo ou nada, várias quedas, mas também várias redenções.
Não me peçam para dizer mal de um homem que deixou esta marca.
Não me peçam para dizer mal de uma ovelha que sempre viveu à margem de todos os rebanhos.
O que pensa, e o modo como defende tantas vezes o que pensa, não vai na maioria das vezes ao encontro do que eu penso ou defendo, mas o que isso importa?
O que importa é ver a floresta que construiu e não as árvores que destruiu à volta – porque alguém como ele destrói sempre árvores à volta, é o preço a pagar pela liberdade de mandar à merda quem o chateou ao longo do caminho – e nisso, é justo dizê-lo, nunca fez distinções entre anónimos e poderosos, foi democrático nessa arte tão rara de não se importar de viver à margem.
Faz uma boa viagem, Miguel.
O que importa é sempre o caminho, o balanço entre o deve e o haver.
Tudo valeu a pena.
LO
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e interiores

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

C o n v e r s a n d o


José Custódio Cabrita Júnior, já morreu há imensos

anos, mas eu não o esqueci.


Ele foi o meu segundo pai. Devo-lhe muito e a

saudade permanece.


Nasci de pais pobres, trabalhadores na indústria corticeira

e com ordenados muito baixos, em 1946, quando nasci.


Aos 9 anos de idade, 1955, José Cabrita achou que eu

era inteligente e propôs aos meus pais que eu fosse

trabalhar(ainda não se falava no trabalho infantil) para

o escritório da sua empresa(uma corticeira que tinha

mais de 100 trabalhadores, entre eles os meus pais).


E isso sucedeu. Quando lá chego havia 3 empregados

no escritório que tiveram muita paciência comigo e eu

ia aprendendo.Mas é a José Cabrita que eu devo tudo,

ter feito de mim uma pessoa com alguma cultura .e muita

experiência em todas as atividades dentro de um escritório,

onde havia muito a fazer, como por exemplo:caixa,

(nessa altura havia os agentes bancários que serviam para

receber as letras) e passaram pelas minhas mãos muitas e

muitas centenas de escudos.Contabilidade e os serviços

de exportação, pois muita da cortiça ia para o estrangeiro,

transformada em rolhas ou bóias.Tinha que se falar com

os agentes de navegação, marcar os barcos que levariam

os carregamentos e tratar de toda a papelada.Sim,com

o passar dos anos eu fui aprendendo a fazer tudo isso.E saí

de lá para ir trabalhar para Lisboa, pois ia casar e ficar

a viver em Moscavide.Tinha talvez 20 anos.


Além disso, o Srº. José Cabrita e a esposa D.Georgina

não tinham filhos e muita vez fui almoçar com eles a

sua casa.Também me levavam com eles à praia de

Sesimbra onde iam muita vez, às festas da Moita do

Ribatejo e eu convivia com as suas sobrinhas a Luisa

e a Marta como se fosse da família.


Tive pois, uma grande sorte, aprendi muito e tive outras

condições que a m/irmã não teve, mas sempre fiz por

merecer através do m/trabalho e amizade aquilo que

por mim fizeram.


É por tudo isso que eu sempre considerei José Cabrita

um 2º. Pai e é assim que ainda hoje penso nele.


Irene Alves