quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Da grande poetisa Rosa Maria que faz o favor de ser minha amiga.

É Urgente Lutar
É urgente não deixar esquecer o passado...tecer o futuro
E cantar...cantar Liberdade sem medo... sem mordaças
É urgente fecundar a terra...é urgente derrubar o muro...
E levar o nosso grito de revolta a todas as ruas e praças

É urgente pão para quem tem fome...abrigo aos desvalidos
É urgente denunciar quem rouba a esperança..a dignidade
Dos filhos deste povo já cansado...mas ainda não vencidos
É urgente não baixar os braços e gritar bem alto: Liberdade
É urgente despertar consciências...é urgente haver igualdade
É urgente um tempo de mudança...é urgente resgatar Portugal
É urgente desenhar um sorriso no rosto deste povo descrente
Envolto na manta que cobre a pobreza...tecida de pedra e cal
É urgente...as mãos...os braços e o grito...é urgente o pão
É urgente um brado de revolta...é urgente a foice e o arado
É urgente um novo alvorecer...é urgente defender este chão
É urgente outra madrugada para libertar este País saqueado
É urgente um poema de Ary...cravos vermelhos de ternura
Gritar com as forças que nos restam: Fascismo nunca mais
É urgente resgatar a liberdade que renasceu da noite escura
É urgente que o povo acorde...é urgente derrubar os chacais
É urgente resistir...mesmo que a raiva nos aperte a garganta
É urgente quebrar as correntes e lutar com a força da razão
E em nome daqueles que não têm voz...canta poeta...canta
Faz das palavras um hino à liberdade...grita poeta...diz Não!
Escrito por : Rosa Maria

Foto de Rosa Maria.

E eu acrescento, é preciso que aqueles que vivem no conforto

e que têm que lhes chegue, se lembrem daqueles que nada têm.



Irene Alves


















domingo, 4 de outubro de 2015

Ainda era vivo o teu desassossego de Jaime Portela

Ainda era vivo o teu desassossego,
em mim forte noviço,
nasceste pura num templo insinuado
de cachaça e cocaína.
Do mutismo das tuas ruínas
foi brotando uma flor
que passou a olhar-me como um sol
na timidez do nascente.
De feição embaraçada e ausente de ti,
o teu corpo, despido de festa,
era uma derrocada imponderável.
Foi então que as minhas mãos,
num enlace inesperado,
te entregaram aquilo que era teu.
Vive, mantém o corpo e a alma
para sempre inseparáveis,reconciliados.

Seu blogue:


http://riosemmargenspoesia.blogspot.pt/



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

De: Manuel Marques de Jesus

Abraço-te e danço...
Lá fora o vento
varre as estrelas
lágrimas voam ! Silêncio na noite...
a lua ao relento...

O vento
para lá e para cá
meu coração estremece
embalo no vento
abraço-te e danço...